terça-feira, 22 de agosto de 2017

“O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”

Hoje, conforme ocorreu no passado, o povo  de Deus “está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento” (Oséias 4:6).  Por isso, precisamos clamar a Deus por um novo avivamento na Igreja. Como Habacuque, devemos orar: “aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos” (Habacuque 3:2). Todavia, a urgência do nosso tempo não é mais de um movimento pentecostal, e sim de um avivamento de conhecimento da Palavra de Deus. Não falamos de formação teológica, mas de conhecimento do evangelho puro e simples de Jesus.

Acontece que falta sede do evangelho, há carência de vontade de examinar as Escrituras, falta “bereanismo” (Atos 17:11) nos crentes atuais. Se o povo que se chama pelo nome do Senhor lesse mais o Novo Testamento, certamente não se contentaria com dons pirotécnicos, desejaria discernir os espíritos; não chamaria usos e costumes de “doutrina”, amaria a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a si mesmo, pois disto dependem toda a Lei e os profetas (Mateus 22:36-40) e nisto consiste a verdadeira religião de Deus (Tiago 1:27).

Como não sermos enganados, se de um lado temos cultos à prosperidade e de outro temos misticismos e “retetés” em nome de Jesus? Se em uma parte vemos judaizantes querendo guardar as ordenanças formais da Lei, e em outra observamos a liberdade da Graça servindo como pretexto para a libertinagem? Uns pregam a fé morta, sem obras (Tiago 2:26) e sem os frutos do Espírito (Gálatas 5:22), outros pregam as obras como meio de salvação, anulando assim a cruz de Cristo. Como permanecermos de pé mediante toda essa confusão instalada?

A única maneira de sobrevivermos é conhecendo a Palavra de Deus, examinando as Escrituras, lendo a Bíblia! Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14:6), porém muitas denominações tem constituído a si mesmas de “o caminho” da salvação. A Verdade é Jesus, todavia muitos tem tentado passar as suas verdades pessoais como a Verdade do evangelho. A Vida é Jesus, entretanto muitos tem sido guiados a caminhos de morte espiritual pela ingestão de falsas doutrinas. A salvação é pela Graça, mas muitos confundem a Graça com uma placa de igreja.

A Igreja precisa clamar urgentemente por um avivamento bíblico. Precisamos ser mais evangélicos (no sentido de cumpridores do evangelho) e menos “gospel” (no sentido de termos uma espiritualidade não baseada em letras de músicas, uma teologia que não seja feita de slogans e uma adoração a Deus que seja em espírito e em verdade, e não na forma de danças e canções). Precisamos ser mais cristãos (no sentido de sermos imitadores de Cristo) e menos “crentes” (no sentido de não sermos meros religiosos). Aviva, ó Senhor, a tua Igreja com a tua Palavra para que ela não seja destruída por falta de conhecimento!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Belos salmos da Bíblia ilustrados

Salmos 1:3 - "Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará".





Salmos 119:105 - "Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho".






Salmos 121:1,2 - "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?
O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra"

Salmos 122:1 - "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor".

Salmos 123:1 - "A ti levanto os meus olhos, ó tu que estás entronizado nos céus".

Salmos 125:1 - "Aqueles que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não pode ser abalado, mas permanece para sempre"



terça-feira, 15 de agosto de 2017

O que a igreja deveria dizer às mulheres espancadas pelos seus maridos?

Quando Jesus disse: “se alguém te bater numa face, ofereça-lhe também a outra” (Lucas 6:29), e “se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas” (Mateus 5:41), Jesus certamente não estava ensinando que as mulheres devem aceitar viver a vida toda sendo espancadas por seus próprios maridos. Isto porque o evangelho não conclama ninguém a casar-se com um inimigo. Deus instituiu o casamento para duas pessoas se unirem em amor ao ponto de viverem como se fossem uma só. Portanto, como pode alguém ser “um” junto com um inimigo que a fere, humilha e a faz infeliz?

Deus não chamou nenhuma mulher para ser escrava de um homem (e vice-versa). Mulher alguma, por ser cristã, tem o dever de se submeter a um jugo desigual com um companheiro desleal. E, quanto mais esse companheiro ostenta uma aparência de santidade, mais culpado ele se torna, visto que além de agressor é hipócrita. A desigualdade de jugos entre os cônjuges se expressa da seguinte maneira: um ama, o outro é indiferente; um quer servir a Deus, o outro ao mundo; um vive para a família, o outro para si mesmo.

O divórcio é biblicamente permitido em duas circunstâncias: infidelidade matrimonial (Mateus 19:9) e quando o cônjuge descrente decide se separar (1 Coríntios 7:15-16). Em relação ao primeiro caso, não se costuma levantar objeções. Entretanto, quando se trata da segunda possibilidade a Igreja vem falhando miseravelmente. Muitas mulheres tem sofrido por décadas com maridos descrentes, infiéis à Palavra de Deus (sobretudo quando estes permanecem entre a irmandade), devido à falta de uma interpretação mais caridosa de 1 Coríntios 7:15-16. Digo isso porque o “decidir separar-se” não precisa ser literal da parte do cônjuge descrente, assim como o descrente também não precisa necessariamente se apresenta como tal.

A escolha pelo divórcio por parte do homem se dá automaticamente através da falta de respeito e de consideração pela esposa e pelos filhos, de agressões físicas e/ou verbais, dos vícios, enfim, por meio de uma série de atitudes que acabam por tornar uma mulher descasada, ainda que vivendo com um determinado homem que é seu marido apenas segundo um pedaço de papel. Além disso, muitos deixam de agir como esposos cristãos, porém não se afastam das congregações, tornando-se assim verdadeiros maridos descrentes dentro das igrejas. E, como não é raro faltar amor e visão espiritual aos líderes religiosos, eles acabam protegendo tais ímpios e submetendo muitas irmãs a um fardo pesado e a um jugo nada suave que o evangelho não as obriga a carregar. Tornam-nas duplamente escravas de homens.

Diante de tudo isso, a mensagem que a Igreja deveria mandar a todas as mulheres agredidas por seus maridos e que tem sido obrigadas a continuar vivendo com eles sob a ameaça de estarem “pecando” é um grande e altissonante “PERDÃO, NÓS ESTIVEMOS ERRADOS ESSE TEMPO TODO! PERDOEM-NOS EM NOME DE JESUS POR TERMOS ATÉ HOJE ATADO ÀS COSTAS DE VOCÊS UM FARDO QUE NEM MESMO COM UM DEDO NÓS GOSTARÍAMOS DE TOCAR”. Deste modo, a Noiva de Cristo limparia esta grande mancha de suas vestes e muitos fariam passar de sobre si o sangue inocente de tantas heroínas da fé...

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sábado, 12 de agosto de 2017

Existem profetas hoje? O que é o chamado profético?

Os profetas que tinham a missão de alertar o povo a obedecer a vontade de Deus e de preparar Israel para a vinda do Messias foram até João Batista, assim como a Lei durou até Jesus, que era a Lei Viva, o Verbo feito carne, tendo n’Ele a consumação, o cumprimento pleno da Lei. Portanto, depois de João Batista anunciar o Messias e de o próprio Jesus iniciar seu ministério, não havia mais razão para a existência de profetas para aquele fim, tampouco a Lei se fazia necessária, enquanto ordenança formal, pois em Cristo obedece-se à Lei sem nem mesmo tomar-se conhecimento do seu conteúdo escrito.

Todavia, devemos nos lembrar de que o papel dos profetas era antes de tudo exortar o povo, inspirados por Deus, mostrando onde estavam se desviando da sua Palavra, a fim de trazê-los ao arrependimento e ao abandono dos seus pecados. O fato de muitos dos profetas haverem tido revelações, visões sobre o futuro e realizarem milagres e prodígios através do poder que Deus lhes concedia não era o que realmente os caracterizava como profetas. Com efeito, João Batista nunca teve visão, nem operou milagre algum, e mesmo assim foi chamado por Jesus de “o maior profeta dentre os nascidos de mulher” (Mateus 11:11).

O que caracteriza o chamado profético é o falar guiado da parte de Deus para exortar, aconselhar, mostrar o caminho correto, consolar e inspirar boas obras. Então, existem sim profetas nos dias atuais: são pessoas com a inescapável e inequívoca vocação de serem a boca de Deus nos lugares onde não se obedece ou se distorce a Sua Palavra, principalmente onde mais se deveria conhecê-la e praticá-la. Indivíduos assim são e sempre foram um recurso divino para quando até mesmo os sacerdotes falham em guardar os preceitos de Deus.

O profeta hoje não é um vidente que diz o passado ou o futuro das pessoas, tampouco é alguém que “determina” que isso ou aquilo aconteça. Deus pode dar revelações a um indivíduo, mas isto não faz dele um “profeta”. Quem possui um real chamado profético fala porque está “cheio de palavras” e o “seu espírito o constrange” (Jó 32:18) a expressar o que da parte de Deus precisa ser dito por seu intermédio. Eles não são ordenados nem ganham o título de “profetas”, eles simplesmente são o que são porque Deus os fez assim.

Em suma, o chamado profético ainda existe, pois Deus usa homens e mulheres para ensinar, consolar, edificar e mostrar onde a Igreja está se desviando da Sua santa vontade quando até mesmo líderes religiosos não são mais capazes de fazê-lo. Apenas não podemos confundir os verdadeiros profetas com os falsos profetas: estes são carnais, vaidosos, amigos dos poderosos, invejosos, interesseiros e usam seus supostos “dons” para benefício próprio.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Como amarmos os nossos inimigos sem sermos hipócritas

Amar o inimigo não é levá-lo para dentro da sua casa. Amar o inimigo é simplesmente orar em favor dele, não desejar o seu mal e, se houver oportunidade, fazer o bem a ele. Não devemos confundir as coisas: perdão não é sinônimo de amizade. Alguns relacionamentos se tornam inviáveis após um acontecimento traumático ou uma ação errada de uma das partes. Um homem traído, por exemplo, pode (e deve) perdoar a sua esposa infiel. Todavia, nem Deus obriga tal homem a aceitá-la de volta como sua mulher ou mesmo a manter qualquer tipo de relação com ela.

Precisamos parar com esse amor de contos de fadas, segundo o qual nós só perdoamos alguém quando somos capazes de convidar nosso ofensor para vir jantar conosco, adicioná-lo no Facebook, telefonar para ele toda semana etc. Esses lirismos só existem na cabeça de quem não entende que certos convívios são impossíveis, dadas as incompatibilidades que há entre determinadas pessoas. Ame sem alardes aos que o aborrecem, não com tapinhas nas costas e sorrisos falsos, como fazem os hipócritas nas congregações, para fingir um amor que não possuem.

Ame o seu inimigo dando-lhe a chance de perceber que ele está errado! Muitas vezes, uma forma inusitada de amor é dar um choque de realidade em indivíduos que sempre foram cercados por pessoas que os amavam, mas que justamente por esse motivo tinham medo de magoá-los com certas verdades incômodas. Um “inimigo” sincero pode ser mais útil em determinados momentos do que mil amigos tímidos.

Não podemos ser rancorosos, guardar raiva ou deixar brotar em nós raízes de amargura. Precisamos perdoar sempre, abençoar os que nos maldizem e jamais nos alegrarmos com o mal daqueles que nos tem por inimigo. Porém, isto não significa que tenhamos a obrigação de manter vínculos relacionais contra a nossa vontade. Amar o inimigo não é sentir uma vontade enorme de estar com ele, é apenas orar em seu favor, abençoá-lo com o fato de você não nutrir ódio algum contra ele e, se possível, auxiliá-lo em suas necessidades.

Porque, na verdade, se você fizer tudo isso, seu pretenso inimigo só continuará sendo seu inimigo se ele realmente quiser...